Este termo é empregado tanto no A.T., como no N.T., no sentido de uma manifestação, ou por sonho, ou doutra maneira, pela qual vem ao homem uma mensagem divina, como aconteceu com Abraão (Gn 15.1), Jacó (Gn 28.12), Moisés (Êx 3.2), Balaão (Nm 24.4 a 16), Ezequiel (37.1 a 14), etc. Aos profetas Deus falou ‘de vários modos’, revelando o maior número de vezes a Sua verdade, pela realização daquele estado sobrenatural das faculdades sensitivas, intelectuais e morais, a que as Escrituras chamam visão. É nesse estado que coisas longínquas, quanto ao tempo e ao lugar, ou meras representações simbólicas dessas coisas, se tornaram para a alma do Profeta vivas realidades, e, como tais, ele as descreve. Por esta razão as predições proféticas se chamam muitas vezes ‘visões’, isto é, coisas vistas, dando-se aos profetas o nome de ‘videntes’ (2 Cr 26.5 – is 1.1 – ob 1 – Hc 2.2,3 – etc.). Quanto às visões do N.T., *veja Mt 3.16 – 17.1 a 9 – At 2.2,3 – 7.55,56 – 9.3,10,12 – 10.3,19 – 16.9 – 18.9 – 22.17,18 – 23.11 – 2 Co 12.1 a 4. (*veja Profecias.)
(is 22.1,5.) A frase éininteligível, mas deve referir-se a Jerusalém. Sendo assim, chama-se à cidade de Jerusalém um ‘vale’, porque, embora edificada sobre montes, era dominada por alturas circurjacentes ainda maiores, com vales entre elas – ou talvez porque um vale é uma depressão solitária e tranqüila, no meio de montanhas. E, na verdade, era assim Jerusalém um lugar pacífico e abrigado, fechado para o mundo, mas sendo escolhido pelo Senhor para mostrar ali aos Seus profetas os segredos do Seu governo universal. o vale da Visão era como que um lugar onde se manifestava a presença de Deus.