virgem

A virgem era, por determinação da lei, propriedade de seu pai, a quem um dote se devia dar quando ela se casava (Êx 22.16 – *veja Gn 29.15 a 18). A honra da virgem era protegida contra a maledicência, mas o seu desvio da virtude era severamente castigado (Dt 22.13 a 21). Não há, no N.T., indício algum de alguma reconhecida ordem de virgens, embora se queira supor isso pela passagem de At. 21. 9. A questão do casamento da virgem é tratada por Paulo, à luz das circunstâncias do tempo, em 1 Co 7.25 a 38. A palavra ‘casto’ é empregada a respeito do homem em Ap 14.4,5.

Jesus Cristo foi ‘nascido da Virgem Maria’. Em Mt 1.22, 23 se declara ser esse fato o cumprimento da profecia que está em is 7.14. (*veja Emanuel.) A passagem tem uma dupla referência, pois que se trata de nascer então uma criança segundo o simples curso da natureza – e, em segundo lugar, da encarnação miraculosa de Jesus Cristo, do qual são particularmente descritivos os termos empregados. Parece ser esta a interpretação mais natural, visto como a profecia evidentemente designa duas coisas: um libertamento próximo – e outro mais afastado, porém mais glorioso. o nascimento da primeira criança era um penhor do libertamento próximo: e o do Messias, constituía um mais maravilhoso penhor de outro mais grandioso libertamento. É neste cumprimento mais elevado da profecia que se torna evidente a propriedade do termo ‘virgem’ e a inteira significação do nome Emanuel (Mt 1.23 – Lc 1.35 – Jo 1.14). A palavra hebraica “almah”, traduzida pela palavra ‘virgem’ em is 7.14, e em três outras passagens, significa etimologicamente uma jovem, virgem ou não – mas, de fato, emprega-se de um modo restrito a respeito de uma virgem. os tradutores da Versão dos Setenta na trasladação de almah empregaram a palavra “parthenos”, que é quase sempre usada a respeito de virgens.