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Mateus 5

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CAPÍTULO 5 (31 d.C.) O SERMÃO DO MONTE: INTRODUÇÃO JESUS, vendo a multidão, subiu a um monte (desconhecido, mas provavelmente SÃO MATEUS 5:8 uma colina pequena perto do Mar da Galiléia; dois sermões, ambos entregues sobre colinas, abriram e fecharam o Ministério público do Senhor ; o último foi sobre o Monte das Oliveiras perto de Jerusalém [Mt., cap. 24]), e, assentando-se (Ele se assentou para Ensinar, o que era um costume naquele tempo), aproximaram-se Dele os Seus Discípulos (não se refere somente aos Doze, e sim a todos, e qualquer que Lhe seguiam de perto durante este período);

2 E Ele, abrindo a Sua Boca (significava uma Mensagem bem pensada e planejada, com cuidado resoluto de Propósito e Vontade), os ensinava, dizendo (agui começa o maior momento de instrução Espiritual e Escritural que jamais foi dada na história da humanidade): AS BEM-AVENTURANÇAS

3 Bem-aventurados (felizes) os pobres de espírito (conscientes de pobreza moral), porque deles é o Reino dos Céus (as características morais dos cidadãos do Reino dos Céus; e como tal, é aparente que o Novo Nascimento é um requisito absoluto para a entrada a esse Reino [Jo. 3:3]; este Reino está presente agora espiritualmente, mas não ainda fisicamente).

4 Bem-aventurados os que choram (afligidos por causa da pecaminosidade pessoal), porque eles serão consolados (o que O Espírito Santo fará para aqueles que corretamente avaliam sua pobreza espiritual).

5 Bem-aventurados os mansos (o oposto da auto-justiça, dos que confiam em si mesmos e em suas próprias justiças; as duas primeiras Bem-aventuranças garantem “a mansidão”), porque eles receberão a Terra por herdade (faia da Idade do Reino vindouro, quando o “Reino do Céu” chegará à Terra, quando os Santos governarão, com Cristo como seu Senhor Supremo).

6 Bem-aventurados os que têm fome e sede (um desejo intenso) de Justiça (a Justiça de Deus, imputada por Cristo, apoiada na Fé em Sua Obra Terminada), porque eles serão: saciados (em primeiro lugar devem ser realmente vazios de toda auto-estima).

7 Bem-aventurados os misericordiosos (demonstra-se na ação que vai mais à frente do pensamento), porque eles alcançarão misericórdia (para obter a misericórdia de Deus, devemos ser misericordiosos para com outros).

8 Bem-aventurados os limpos de coração (aqueles que receberam uma nova natureza moral na regeneração), porque eles verão a Deus (verão-O manifestar-se na vida dele mesmo).

9 Bem-aventurados os pacificadores (tem que ver com a paz com Deus, a qual resulta da Salvação, e à todos os que proclamam tal, são chamados “pacificadores”), porque eles serão chamados Filhos de Deus (expressa o “pacificador” o qual recebeu “a paz”).

10 Bem-aventurados os que padecem perseguição por causa da Justiça (significa que aqueles que vivem no reino da auto-justiça, perseguirão aqueles que confiam na “Justiça” de Deus), porque deles é o Reino dos Céus (que possuem a Justiça, a Retidão de Deus, que está somente em Cristo, tais são possuidores do Reino dos Céus).

11 Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguindo, mentindo, disserem todo mal contra vós, por Minha causa (só Cristo poderia dizer, “por Minha causa,” já que Ele é Deus; há uma ofensa incluída na Cruz [GI. 5:11]).

12 Exultai (o resultado interior de quem é “bendito”) e alegrai-vos (a auto-justiça que persegue a Justiça é a garantia da posse da Justiça, é o motivo para uma alegria muito grande), porque é grande o vosso galardão nos Céus (significa que não nos virá por completo, esta recompensa enquanto estivermos na Terra); porque assim perseguiram os Profetas que foram antes de vós ( “o Caminho de Deus” levará consigo a “perseguição,” com tanta severidade, que às vezes nos alcança, não só pelo mundo, como também pela Igreja). OS CRENTES SÃO COMO O SAL E A LUZ

13 Vós sois o sal (imunizante) da Terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais serve, a não ser para ser lançado fora e ser pisado pelos homens (“o sal” é um Tipo da Palavra de Deus; o Crente professo que já não cumpre com a Palavra, é inútil para Deus e para o homem).

14 Vós sois a Luz do mundo (somos um refletor da Luz que vem de Cristo); uma cidade assentada sobre um monte não se pode esconder (a Luz apropriada não se pode, e de fato, nem se poderá esconder).

15 Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas sobre o castiçal (a Luz não deve ser escondida), e dá luz a todos que estão na casa (que é o propósito da Luz).

16 Assim resplandeça a vossa Luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras (a Fé apropriada sempre produzirá as obras apropriadas, mas nunca as obras apropriadas produzirão a Fé apropriada), e glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus (as obras apropriadas resultantes de uma Fé apropriada, glorificarão a nosso Pai Celestial, enquanto as obras próprias glorificam ao homem). CRISTO E A LEI

17 Não cuideis que vim destruir a Lei (a Lei de Moisés) ou os Profetas (as predições dos Profetas do Antigo Testamento); não vim para anular, mas sim para cumprir (Jesus cumpriu a Lei cumprindo ao pé da letra suas justas demandas com uma Vida Perfeita, e que satisfará a maldição da Lei morrendo na Cruz [GL3:13]).

18 Porque em verdade vos digo (declara a autoridade absoluta!), que até que passem o Céu e a Terra (significa ser trocado, ou passar de uma condição a outra, que ocorrerá na Idade Perfeita próxima [Ap., caps. 21-22), nem um jota (a letra menor no alfabeto Hebráico) ou um til (um muito pequeno fim ornamental nas cartas Hebreias antigas) será omitido da Lei, até que todas as coisas sejam cumpridas (precisamente a Lei teve a intenção de ser cumprida em Cristo, e foi de fato, totalmente cumprida por Cristo, em Sua Vida, Morte, e Ressurreição, com um Novo Testamento ou Novo Pacto promulgado [At. 15:5-29; Rm. 10:4; II Co. 3:6-15; Gl. 3:19-25; 4:21-31; 5:1-5, 18; Ef. 2:15; CI. 2:14-17]).

19 Qualquer, pois, que violar um destes menores Mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus (aqueles que são desleais à autoridade da Palavra de Deus serão julgados; “muito pequeno será chamado,” significa que tal pessoa não estará no Reino absolutamente); mas qualquer que Os cumprir e ensinar, este será chamado grande no Reino dos Céus (o Senhor põe a Bíblia como o Padrão de toda a Justiça, e Ele não reconhece nenhum outro).

20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não for maior que a dos Escribas e Fariseus (que era a auto-justiça), de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus (a necessidade absoluta do Novo Nascimento é declarada aqui como imprescindível em cada caso). JESUS E A IRA

21 Ouvistes o que foi dito aos antigos (referíndo-se à Lei de Moisés): Não matarás (devesse traduzir, não assassinarás); mas qualquer que matar (assassinato) será réu de juízo (Ex. 20:13; Lv. 24:21; Nm., cap. 35; Dt. 5:07; 19:12);

22 Eu, porém, vos digo (Cristo dá a interpretação verdadeira da Bíblia, de fato, a Bíblia e Cristo, em essência, São O Mesmo), que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão (coloca a ira injusta na mesma categoria que o assassinato, querendo dizer que “origina-se de um coração mau”), será réu de juízo (é certo que o julgamento o alcançará), e qualquer que disser a seu irmão, Raca (as palavras “néscio” e “Rhaca” eram expressões Hebráicas da ira assassina), será réu do Sinédrio (o Concílio); e qualquer que lhe chamar de Louco, será réu do fogo do Inferno (os homens até podem ganhar seu caso em uma corte da lei humana, mas nunca o farão no Tribunal da Lei de Deus). SOBRE A RESTITUIÇÃO E A ORAÇÃO

23 Portanto, se apresentares tua oferta ao Altar(refere-se ao Altar de Bronze como o usado na oferta dos Sacrifícios na Lei de Moisés), e aí te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti (precisamente tem a intenção de descrever nossa relação com nosso próximo);

24 Deixa ali tua oferta diante do Altar (a intimação é que o Senhor não aceitará nossa “oferta” a menos que façamos todo o possível dentro de nosso poder para arrumar as coisas diretamente com a parte ofendida), e vai (faça todo o possível para obter a reconciliação), reconcilia-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta tua oferta (a adoração não será aceita pelo Senhor , se tivermos ofendido a nosso irmão, e não termos feito dentro do nosso poder, todo o possível para nos reconciliar). OS RELACIONAMENTOS CRISTÃOS

25 Concilia-te depressa com teu adversário, enquanto estás com ele no caminho (se ofendermos a nosso irmão e não nos reconciliamos, o Senhor se faz nosso adversário, ou opositor, que, em efeito, coloca-nos em uma situação muito séria), para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e sejas jogado na prisão (quanto a um Crente que ofende a uni companheiro Cristão, e não se reconcilia, Deus se faz o Adversário dele, sendo assim seu Juiz SÃO MATEUS 5:31 em lugar de ser seu Salvador, e espiritualmente falando, coloca a tal pessoa em uma prisão espiritual).

26 Em verdade te digo (a solenidade absoluta desta declaração) que, de maneira nenhuma, sairás dali (que não sairá desta prisão espiritual), até que pagues o último ceitil (o método do Senhor de ensinar era simbólico e metafórico; se o Crente não se reconciliar com seu próximo quem ele ofendeu, ele sofrerá um reverso atrás de outro, repetidas vezes; e certo é, que Deus lhe assegurará que isto aconteça). O ENSINO DE JESUS SOBRE O ADULTÉRIO

27 Ouvistes o que foi dito aos antigos (a Lei Mosaica): Não adulterarás (o Sétimo Mandamento [Ex. 20:14]).

28 Eu porém, vos digo (a frase não nega a Lei de Moisés, e sim à leva a sua conclusão, que só poderia ser feito por Cristo; o Antigo Pacio assinalou o caminho ao Novo Pacto, que chegou com Cristo), que qualquer que atentar numa mulher para cobiçá-la (para olhá-la com um intenso desejo sexual), já em seu coração cometeu adultério com ela (o Senhor se dirige à raiz do pecado, que é num coração mau; a Cruz é a única resposta).

29 Portanto, se o teu olho direito te for por motivo de escândalo, arranca-o e atira-o para longe de ti (como dito anteriormente, o Senhor ao ensinar, usava métodos que eram simbólicos e metafóricos), pois que melhor é parati, que se perca um de teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado no Inferno (O Senhor não tem a intenção de que Sua declaração seja tomada literalmente, como Ele explicou já que a ofensa não está no “olho” nem na “mão, ” e sim no coração!; com efeito, um cego pode cobiçar e cometer a luxúria).

30 E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque melhor te é que se perca um de teus membros, do que todo teu corpo seja lançado no Inferno (demonstra o fato que, se tal ação não for parada, a pessoa perderá sua alma; como se disse anteriormente, a Cruz é a única forma pela qual as paixões más podem ser sujeitadas [Rm. 6:3-5, 11, 14]). SOBRE O DIVÓRCIO E O CASAR-SE DE NOVO

31 Também foi dito (Dt. 24:1-4): Qualquer SÃO MATEUS 5:32 que repudiar a sua mulher (refere-se aos procedimentos do divórcio), lhe dê carta de divórcio (os Judeus tinham pervertido à Lei, debilitando enormemente a santidade do matrimônio).

32 Eu porém vos digo (o Senhor agora dá o significado verdadeiro da Lei), que qualquer que repudiar sua mulher (divorciar-se dela), a não ser por causa de fornicação (convivendo com outros, assim rompendo os votos do matrimônio), faz que ela cometa adultério (se ela se casar com outro, a insinuação é de que a falta não será dela, e sim de quem a repudiou); e o que se casar com a repudiada, comete adultério (o homem que se casa com à mulher que está divorciada sem apoio bíblico, embora isto não seja sua falta, comete o adultério também; devemos aprender aqui a santidade do matrimônio, e nos dar conta que o divórcio e o casar-se de novo está permitido só como resultado de fornicação ou abandono espiritual [[ Co. 7:10-11]). O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS

33 Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos (tal expressão indica que a Palavra de Deus tinha sido transvertida para lhe dar um outro significado): Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor (vv. 33-37 têm que ver com o Terceiro Mandamento, “Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão” [Ex. 20:7]).

34 Eu, porém, vos digo que (proclamando o sentido genuíno da Lei), de maneira nenhuma, jureis nem pelo Céu, porque é o Trono de Deus (não tem nada que-ver com blasfêmia, e sim, o fato de usar o Nome de Deus às pressas e frivolamente),

35 Nem pela Terra, porque é o escabelo de Seus Pés, nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei (o Nome de Deus não só, não deve ser usado frivolamente, mas além disso, não se entende com Sua Criação tampouco).

36 Nem. jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto (9 homem é a “obra prima” na Criação de Deus).

37 Seja, porém, o vosso falar (comunicação verbal com outros): Sim, sim; Não, não; porque ô que passa disto, é de procedência maligna (os seguidores de Cristo devem destacar-se por sua veracidade, honestidade, e integridade; o subterfúgio e as ambiguidades não devem ter parte em suas vidas). A VINGANÇA

38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente ([Ex. 21:24; Lv. 24:20; Dt. 19:21]; a letra da Lei era aquela que Deus cumpriria de Seu Próprio modo [Mt. 7:2]; o homem não devia recorrer a tal, assim como Jesus o diz).

39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal (não retribuas o mal com o mal); antes, a qualquer que te bater em sua face direita, lhe ofereça também a outra (outra vez, a linguagem está em sentido figurado, quando o Senhor foi golpeado violentamente na face [Jo. 18:22-23] não deu de volta a outra, mas com dignidade repreendeu ao atacante).

40 E ao que quiser disputar contigo e tirar-te a túnica, deixe-lhe também a capa (não se refere à ação de retidão, que é às vezes necessária, mas sim, bem se refere a um espírito litigioso, que exige direitos para si, até nos detalhes mais minuciosos),

41 E, a qualquer que te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas (a totalidade da idéia não tem tanto a ver com ações externas, e sim, aponta para atitudes que resultam de ações guiadas pelo coração do homem).

42 Dá a quem te pedir e não te desvies daquele que quiser emprestado (corresponde a àqueles que realmente têm necessidade, e não aqueles que são preguiçosos e não trabalham [IH Ts. 3:10]). A LEI DO AMOR

43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo (outra vez, Cristo corrige a transversa o das Escrituras; “o ódio do inimigo” foi provavelmente tirado do Dt. 7:1-6; mas em nenhuma parte desta Passagem diz que se pode odiar ao inimigo; enquanto devemos odiar o pecado, não devemos odiar ao pecador [Jo. 3:16]).

44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos aborrecem, e orai pelos que vos maltratam, e vos perseguem (as ações dos inimigos do bem e da justiça devem ser “condenadas” com rejeição severa; mas a ira pessoal deve ser retribuída pelo amor);

45 Para que sejais Filhos de vosso Pai que está nos Céus; que faz que o Seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos (temos que imitar a nosso Pai Celestial).

46 Porque se amardes os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os Publicanos também o mesmo? (Só aqueles que têm o Amor genuíno de Deus em seus corações, podem amar aqueles que não os amam.)

47 E, se saudarem somente vossos Irmãos, que fazeis a mais que outros? Não fazem também assim os Publicanos? (Se nosso amor não for de maior amplitude que aquele do mundo, então nossas declarações são vazias.)

48 Sede pois, vós, perfeitos, como perfeito é vosso Pai, que está nos Céus (Jesus não ensina a perfeição livre de pecado, já que a Bíblia não ensina tal; Ele ensina que nossa imitação de nosso Pai Celestial tem que ser tão perfeita o quanto possível; o Espírito Santo Mesmo pode nos ajudar a fazer estas coisas, que Ele faz segundo nossa Fé em Cristo e a Cruz [Rm. 8:1-2, 11]).

 

Nota: A explicação do versículo está entre parênteses (), inicia a explicação (explicação), continua o próximo verso.

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