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faraó, hofra

A grande Casa. Primeiramente significou um palácio, e mais tarde o próprio rei. Era o título do monarca do Egito. À exceção do Faraó Neco (2 Rs 23.29), cuja marcha para o oriente na direção de Carquemis foi sustada por Josias, e do Faraó-Hofra que sugeriu a Zedequias a resistência a Nabucodonosor, nenhum outro Faraó das Escrituras pode, com certeza, ser identificado. Quando Abraão (Gn 12.15 e seg.) foi ao Egito, o Faraó era Amenemete iii, da 12ª dinastia, segundo algumas autoridades. Foi este o primeiro rei que tomou certas medidas para que houvesse água suficiente, evitando, assim, aquelas terríveis fomes que eram freqüentes. Ele mandou construir o grande reservatório, que tinha o nome de Lago Moéris, distribuindo a água por meio de uma esplêndida série de canais. Tão bem imaginada e executada foi aquela obra que, segundo dizem os engenheiros modernos, valeria a pena restaurar o antigo lago, reparando os restos da primitiva construção. o Faraó da história de José (Gn 37.28 e seg.) foi um dos primitivos reis hicsos, ou reis pastores. Sabemos muitas particularidades a respeito deste soberano, mas não o seu nome. Ele reinou cerca do ano 1700 a.C. o fato de ele repentinamente elevar o hebreu José a um lugar próximo do seu, mostra-nos o seu absoluto poder, que ele pôde exercer em beneficio do seu favorito ministro e da família deste. A opressão não principiou na vida de José, mas foi efetuada por um Faraó pertencente a uma dinastia que ‘não conhecera a José’ (Êx 1.8). os Faraós da opressão (19ª dinastia) eram egípcios, os quais tinham expulsado os reis pastos, voltando ao poder. o Faraó que morreu quando Moisés andava pelo país de Midiã, supõe-se que era Ramesés ii. Tanto a tradição como os monumentos mostram que Ramesés ii empregou os estrangeiros nas tarefas duras e difíceis da sua terra, inscrevendo este fato em cada um dos seus edifícios, vangloriando-se muito por não ter chamado um único egípcio para tal trabalho. Ele também estabeleceu um campo de tijolo, que era dele próprio. E, assim, aproveitando o trabalho dos cativos, podia vender os seus tijolos por um preço inferior ao do mercado. Todos os tijolos de Ramesés ii tinham gravada a sua própria imagem. Alguns destes ainda se podem ver no Museu Britânico. A perseguição, que teve o seu principio no reinado de Ramesés ii, continuou mais rigorosamente no tempo de Meneptá: este tornou a vida dos israelitas tão triste, que as suas lamentações subiram até ao trono de Deus. Deste Faraó do Êxodo não se sabe muito. o que a Escritura diz dele é que era homem supersticioso, vacilante nos seus propósitos. E essa sua vacilação foi causa de ser o seu exército afogado no mar Vermelho. A sua múmia já foi descoberta, e acha-se no Cairo, no Museu de Antigüidades Egípcias. A narrativa do Êxodo não diz que ele morreu com o seu exército. (*veja, contudo, o Sl 136.15.) o edomita rei Hadade, que foi inimigo de Davi, e o rei Salomão, casaram com as filhas de um Faraó da 21ª dinastia (1 Rs 3.1 – 11.18 a 20). Quando entrava no seu fim a 20ª dinastia, ganharam grande predomínio os sumos sacerdotes de Ámem, deus de Tebas, e conseguiram destruir o poder da família de Ramesés no Alto Egito. Nesta ocasião governavam no Baixo Egito os reis Tanitas. Havia então no Egito dois soberanos, e, segundo alguns, três governando ao mesmo tempo, até que os reis bubasitas da 22ª dinastia, tendo sido Sisaque da Bíblia o primeiro, reuniram as duas coroas na sua própria. Principiou Sisaque a reinar, quando Salomão já estava no 25º ano do seu reinado (990 a.C.). Hadade foi bem recebido na corte egípcia. E foi-lhe dada em casamento a filha de Faraó, e um bom lugar para ali habitar (1 Rs 11.18 a 20). (*veja Hadade, Tafnes.) o Faraó do tempo de Salomão conduziu uma expedição à Palestina, apoderou-se de Jezer, e depois deu esta terra a sua filha, mulher de Salomão (1 Rs 9.16). o reino de Salomão era pouco extenso, visto como, segundo esta narração, não compreendia ainda toda a Palestina. (*veja Palestina. ) Esta aliança foi desastrosa para os hebreus, porque os levou a manterem relações de amizade com idólatras, fato do qual resultaram mais tarde os cativeiros e, por fim, a dispersão. Quando governava o rei Roboão, trouxe Sisaque um exército contra ele (2 Cr 12. 2 a 4). Num muro de Tebas está uma lista das cidades conquistadas por este rei, as quais foram: Bete-Horom, Ajalom, Megido, Edom, e ‘Judahmele’, que o Dr. Birch (Hist. of Egypt, pág. 157) julga ser a cidade real de Judá, isto é, Jerusalém. Mas como algumas cidades do reino do norte são também mencionadas, é evidente que ele não atacou somente o reino de Judá. o Faraó-Neco e o Faraó-Hofra são os outros Faraós mencionados na Bíblia. o primeiro encontrou-se com Josias, rei de Judá, na batalha de Megido. Todavia, foi depois tão terrivelmente derrotado por Nabucodonosor ii, que permaneceu o resto da vida na sua própria terra (2 Rs 24.7). Faraó-Neco é o primeiro Faraó mencionado na Bíblia, com o seu nome próprio. o segundo, Faraó-Hofra, auxiliou os reis Joaquim e Zedequias a revoltarem-se contra Nabucodonosor. o resultado foi desastroso para os aliados (Jr 27.5 a 8 – Ez 17.11 a 18). Hofra subiu ao trono pelo ano 590 a.C. e governou dezenove anos. Ezequiel descreve Hofra como um grande crocodilo, que vive nos seus rios, e que se gaba de que foram feitos para ele próprio (Ez 29.3). o profeta Ezequiel, porém, predisse a respeito dele resultados desastrosos, como também Jeremias que, com outros judeus, se tinha refugiado no Egito (Jr 44.30 – 46.25,26). As profecias foram completamente cumpridas. Há alguns anos, no inverno de 1908 a 1909, mandou o Prof. Petrie fazer escavações no palácio deste rei egípcio. ocupava uma superfície de duas geiras, e em certos sítios tinha uma altura de quinze metros.