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esdras (livro de)

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Alguns trechos destelivro (4.8 a 6.18 – 7.12 a 26) acham-se escritos em língua aramaica e mostram ser matéria inserida, constando, principalmente, de comunicações ou decretos naquela língua. Esdras aparece na primeira pessoa como o autor de 7.27 – 8.34 – 9 – outras porções narrativas do livro falam dele na terceira pessoa. o livro que é, evidentemente, uma continuação das Crônicas (2 Cr 36.22, 23 – e Ez 1.1 a 3), compreende o período de tempo que vai desde o ano 536a 457 a.C., isto é, cerca de setenta e nove anos. o livro de Neemias, que faz parte de Esdras no cânon hebraico, narra a atividade reunida de Esdras e Neemias desde o ano 445 a 432 a.C. A história, cujos fatos se narram neste livro, consta de duas partes, separadas uma da outra por um espaço de cinqüenta e oito anos, incluindo todo o reinado de Xerxes. A primeira parte, que termina e 6.22, contém a história dos que voltaram da Babilônia, e trata da reedificação do templo, a qual tinha sido determinada por um decreto de Ciro, no ano 536 a.C., tendo completa realização no reinado de Dario, filho de Histaspes (geralmente conhecido por Dario Histaspes), no ano 515 a.C. A segunda parte, desde 7.1, contém a narração da jornada de Esdras a Jerusalém, jornada que foi empreendida em virtude de um decreto de Artaxerxes Longímano no ano 458 a.C. – e também fala dos seus esforços para a reforma do povo. os assuntos do livro podem ser indicados do seguinte modo: i. A primeira companhia de judeus volta de Babilônia com a proclamação de Ciro para a reedificação do templo (1) – a lista dos que voltaram com Zorobabel, com as suas ofertas para o templo (2) – a construção do altar, sendo lançados os alicerces do Templo (3) – oposição dos samaritanos, e suspensão das obras (4) – profecias de Ageu e Zacarias, continuação das obras, visita dos governadores, e a carta destes a Dario – o favorável decreto do rei – acabamento e dedicação do templo (5,6). ii. A jornada de Esdras a Jerusalém com grande número de pessoas, e as reformas que ele efetuou: em comissão da parte de Artaxerxes vem Esdras para a Judéia com os seus companheiros (7.8) – os casamentos dos judeus com as suas vizinhas pagãs – a aflição de Esdras pelos pecados do povo, e a sua oração – o arrependimento e a reforma do povo (9,10). A primeira parte do livro deve ser estudada em conexão com as profecias contemporâneas de Ageu e Zacarias. As coincidências que se encontram nos livros de Esdras e de Ageu mostram que este profeta escrevia os anais do povo antes de Esdras. Compare-se Ed 5.1,2 com Ag 1 – e Ed 3.6, 10, 11, 12 com Ag 2.18 – e vejam-se as repetidas referências dos dois livros à lei de Moisés. No fato de voltarem de Babilônia os judeus, vemos o cumprimento das profecias (is 44.28 – e Jr 25.12 e 29.10). A restauração da igreja judaica, do templo e do culto, foi acontecimento de altíssima importância, tendente a preservar no mundo a verdadeira religião e a preparar o caminho para a vinda do Senhor.

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