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Entre Os Testamentos

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ENTRE OS TESTAMENTOS Desde Malaquias, o último Profeta do Antigo Testamento, até a época de Cristo, passaram-se aproximadamente quatrocentos anos. Este espaço de tempo às vezes é chamado os anos de “silêncio”, no entanto havia muita atividade. Por exemplo, quando o período do Antigo Testamento se encerrou, a Judéia era uma província Persa. Depois do tempo dos reis na história Judia, que termina com Salomão (c. 931 a.C.), as doze Tribos de Israel se dividiram em dois reinos. O Reino do Norte, Israel; o Reino do Sul, Judá. Devido o pecado, maldade e idolatria, ambos os reinos caíram. O Reino do Norte (Israel) foi tomado pela Assíria, com a queda final de Samaria se iniciando em 722 aC. O reino de Judá (o Reino do Sul) foi melhor e mais forte, e existiu até a queda final de Jerusalém pela Babilônia em 586 a.C. A supremacia da Babilônia terminou em 538 a.c quando os Medos e os Persas invadiram a Babilônia. Como resultado, os Judeus foram libertados do cativeiro, e permitidos retornar a Jerusalém e reconstruir as muralhas e o Templo. Ageu, Zacarias e Malaquias profetizaram aos Judeus depois da sua volta do cativeiro. O povo teve que ser admoestado a terminar o Templo, e Malaquias tratou com a sua infidelidade, matrimônios mistos e divórcios, assim comoasua incredulidade e indiferença. As bênçãos prometidas por Ageu e Zacarias não se tornaram realidade e o povo então perdeu a sua dedicação a Deus. Eles foram exortados a restituir a sua entrega a Deus e recordar a promessa que um “Elias” viria. Entre essa época (c. 430 a.C.) e o seu cumprimento quando João o Batista veio anunciando a vinda do Messias, foi um período de pouco mais de quatrocentos anos. No final do período do Antigo Testamento, os Persas eram o poder político dominante. O seu controle continuou até o período Grego, que se iniciou em 332 a.C. quando os Gregos sob Alexandre Magno chegaram a ser a grande potência mundial. Quando Alexandre Magno morreu com a idade de trinta e dois anos e oito meses, o seu reino foi dividido (quando quatro dos seus generais dividiram o reino entre eles). Ptolomeu tomou a área do Egito, Palestina e Arábia. Casandro tomou a Macedônia e a Grécia. Lisímaco tomou a zona da Trácia e Bitínia. Seleuco I tomou a Síria (Assíria). Na atualidade o seu território abrangeria a Grécia, Turquia, Síria, Egito e vários outros territórios menores. Por um certo tempo, os Judeus estiveram sob os Ptolomeus, mas houve um conflito entre os descendentes de Ptolomeu e os descendentes de Seleuco, por quanto, na morte de Ptolomeu IV, Antíoco III (o Grande), tomou a Palestina em 198 a.C. Mais tarde, Antíoco IV, chamado Epífanes governava a região da Palestina. Durante este período, medidas injustas foram tomadas contra os Judeus; muitos foram mortos enquanto que outros enfrentaram grandes perseguições. Antíoco Epífanes profanou o Templo em Jerusalém quando ferveu um porco e aspergiu o caldo ao redor do Templo. Ele tratou de destruir a adoração ao Senhor . A Revolta dos Macabeus: Os Judeus estavam sendo severamente oprimidos. Um oficial de Antíoco Epífanes chegou à aldeia de Modin, que se encontrava a umas quinze milhas a oeste de Jerusalém; este ordenou que o sacerdote Matatias se apresentasse ante ele para fazer um sacrifício a um ídolo pagão. Matatias

ENTRE OS TESTAMENTOS recusou firmemente, dando um bom exemplo ao povo, mas um Judeu débil foi ao altar para fazer o sacrifício pagão. Isto enfureceu tanto a Matatias que matou o Judeu apóstata e o emissário de Antíoco Epífanes. Matatias, com a ajuda de seus cinco filhos — João, Simão, Judas, Eleazar e Jonatã — destruiu o altar pagão e logo fugiram para as montanhas. Os Judeus ortodoxos recusavam brigar ou fazer algo no Sábado. Os Sírios se aproveitaram disto e mataram a muitos judeus pois não se defenderam a si mesmos. Matatias decidiu que era correto defender-se no Sábado. Pouco depois do início da revolta dos Macabeus, Matatias morreu, e o seu filho Judas, conhecido como “o Macabeu”, que significa “o martelo”, foi eleito para tomar o seu lugar; daí, os seguidores de Judas começaram a ser chamados os Macabeus. Os Judeus se uniram com Judas para derrotar os Sírios, o que parecia haver pouca probabilidade. Reconquistaram Jerusalém, tiraram os altares pagãos e limparam o Templo que Antíoco Epífanes tinha profanado. Em 165 a.C. o Templo foi novamente dedicado e limpo com uma celebração de oito dias de festa, conhecida como Hanukkah, o Festival de Luzes. Houveram outras batalhas e dificuldades, mas basicamente tiveram um período de independência de 167 a 173 a.c Depois da morte de Judas, o gênio militar, em 160 a.C. seu irmão Jonatã assumiu o poder e governou de 161 a 144 a.C. Ele foi chamado o “astuto”. Por meios diplomáticos e estratégicos, alcançou muitas metas. Com o estado do trono Sírio em condição instável, Jonatã morreu nas mãos do governador Assírio. Ele foi seguido por Simão, um homem de grande prudência e habilidade administrativa, que governou de 144 a 135 d.C. com soberania absoluta sobre o reino. Apesar de ser o primeiro que governou plenamente o reino, não foi permitido de ser chamado rei e foi assassinado em 135 1696 a.C. por seu genro Ptolomeu. Seguindo a morte de Simão “O Justo”, João Hircano governou de 135 a 106 a.C. Sob o Controle Romano: Depois disto, Aristóbulo e seus filhos governaram até que Roma assumiu o poder. Depois de um período de independência sob os Macabeus,a Palestina esteve sob o controle Romano em 63 a.C., sob Pompeu, o qual assediou Jerusalém durante três meses e é dito que matou doze mil Judeus depois de tomara cidade. Os Romanos entraram no Templo e no Lugar Santíssimo mas não tomaram os utensílios preciosos e permitiram que o culto do Templo continuasse. Entretanto, Jerusalém e Judéia se tornaram dependentes dos Romanos acabando assim a independência Judia. Um tributo anual devia ser pago aos Romanos, o que alguns dos Judeus detestavam fazer. Antípatro, um Idumeu (um Edomita, descendente de Esaú), foi renomado governador da Judéia e foi substituído por seu filho, Herodes o Grande, que foi rei de Judá desde aproximadamente 37 a 4 a.C. e tratou de obter o favor dos Judeus com a reconstrução do Templo de grande esplendor; governava Judá quando Jesus nasceu e, sendo um homem duro e cruel, matou os meninos de Belém com a intenção de destruir o “Rei dos Judeus”.

Partidos Políticos e Grupos Religiosos: Havia várias seitas e grupos na Palestina. Os Herodianos os quais favoreciam o. governo e controle de Herodes; seu interesse e apoio a Herodes era puramente político. No extremo oposto do espectro político estavam os Zelotes, tão patriotas que resistiram a Roma à todo custo. Foi este fanatismo que deu lugar à guerra contra Roma em 70 d.C., quando Tito destruiu Jerusalém e o seu Templo. Um dos grupos que se sobressaiam nos dias de Jesus eram os Fariseus, que significa “os separados”. Embora a idéia 1697 Judia de separação e distinção pode ter se iniciado muito antes, este grupo se desenvolveu no século 3 a.C. sob o domínio Grego. Eles queriam separarse da influência corruptora e má do Helenismo (a cultura Grega), e tinham um grande zelo pela Lei Bíblica, observando meticulosamente todas as leis quanto à pureza cerimoniosa. Desenvolveram um sistema de tradições tratando de aplicar a Lei a cada circunstância. Finalmente, os seus comentários sobre a Lei foram elevados ao nível da Lei mesma. Fizeramse extremamente legalistas e em última instância entraram em conflito com Cristo. Outra seita que se originou na época dos Fariseus foi a dos Saduceus, composta principalmente da classe aristocrática. Fizeram as pazes com os governantes políticos e obtiveram posições de riqueza e influência, se separando das massas vindo assim a se tornarem impopulares. Os Saduceus não acreditavam na ressurreição, os espíritos ou anjos, e a sua ênfase era principalmente negativa. Os Fariseus e Saduceus tinham pouco em comum além do seu antagonismo para com Jesus. Nas Escrituras os Escribas são mencionados frequentemente, devido a que copiavam as Escrituras e no processo se tornaram grandes conhecedores das mesmas, e por isso eram considerados autoridades. Não só estudavam e interpretavam as Escrituras, como também eram reconhecidos como autoridades de ambas, a lei escrita e a lei oral, a qual continha as suas tradições que se desenvolveram com o passar do tempo. Preparativos para a Vinda de Cristo: O nascimento de Jesus em Belém e a sua vida em Nazaré não foram simples casualidade. Sua vinda foi ordenada “por Deus, e aconteceu quando todos os preparativos estavam concluídos. O Apóstolo Paulo declara em Gálatas 4:4 que no cumprimento do tempo, Deus ENTRE OS TESTAMENTOS enviou a Seu Filho. As condições do mundo estavam precisamente ideais para a Tevelação suprema de Deus na história. Fatores sociais, econômicos, morais, religiosos, além de outros, uniram-se para proporcionar o marco adequado para a manifestação do Filho de Deus. O estudo das condições mundiais no momento do nascimento de Cristo tem um valor prático, encontrado no descobrimento das condições atuais que são um paralelo para a volta de Cristo. Preparação Política: A preparação política foi uma dessas condições. O mundo desse tempo se unificou sob a vitória de Cesar, fato que fez com que toda a área estivesse sob o domínio Romano.

As fronteiras entre todos os países estavam abertas, dando lugar a boas estradas e viagens seguras. Também era possível viajar pelo mar. Estes eram uns dos fatores que tinham que ver com a preparação política que melhoraria a difusão do Evangelho uma vez que Jesus veio. O idioma do povo foi outro fator relacionado com a preparação política e união mundial no momento em que Jesus veio; não existia barreiras de idioma porque todos falavam Grego. Cada província tinha o seu próprio idioma ou dialeto, mas o Grego, o idioma comum, era um veículo de expressão maravilhoso. (O Novo Testamento foi escrito em Grego). Preparação Econômica: Não só se cumpriu a preparação política ao seu devido tempo, como tambémaeconômica. De um lado, abundava o grande luxo e magnificência, enquanto que do outro, as tensões sociais e a pobreza. De três pessoas que andassem nas ruas de Roma, dois eram escravos, considerados não mais que bens ou propriedade. Muitos se rebelaram pois desejavam ser livres; a maioria do povo vivia sob grandes dificuldades em depressão econômica. A vinda de Cristo à história humana abriu um caminhodireito ENTRE OS TESTAMENTOS através do deserto e uma via para Deus. Muitos tinham chegado aos seus limites necessitando a ajuda de Deus. Havia uma crise nos recursos humanos, e muitos estavam dispostos a escutar a Cristo para encontrar esperança e Vida Eterna. Preparação Moral: O mundo também estava preparado moralmente, porque o mundo Romano se afundou num estado de desesperança moral absoluta. Tomaria o Espírito de Cristo para mudar a força moral do homem e as nações. Isto também é válido para o mundo de hoje. As forças morais da sociedade estão se degenerando rapidamente e a maldade está avançando mais e mais. Os corações de muitos têm saudades da volta de Cristo e o estabelecimento (pleno) do reino de Deus e o reino Milenar. Preparação Religiosa: Quando Jesus veio pela primeira vez, havia uma pleni1698 tude de necessidade religiosa. Os velhos deuses de Roma não faziam sentido. Ha- via religiões de mistérios e ídolos de vários tipos; além disso, o culto a Cesar, O imperador mesmo, lhe outorgava honra divina. Mas tudo isto fracassou; os corações do povo desejavam e as suas almas se condoíam com o remorso do pecado. Os Judeus mesmos por séculos tinham espe- rado o Messias. A grande concentração de literatura durante o período entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento salientava a esperança de um Messias vindouro. Quando João o Batista começou a pregar e a sua voz ressoou por toda a terra, per- guntaram seriamente: “É este o Messias?” Havia grande esperança. Verdadeiramente o cumprimento dos tempos havia chegado. O Redentor veio num tempo estabelecido por Deus; um tempo preparado de muitas maneiras; um tempo que necessitava do Redentor.

Nota: A explicação do versículo está entre parênteses (), inicia a explicação (explicação), continua o próximo verso.

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