lâmpada

A primeira referência ao candeeiro acha-se naquele notável episódio em que se fala do ‘fogareiro fumegante, e uma tocha de fogo’, isto é, da tocha que ratificou o pacto com Abraão (Gn 15.17), simbolizando a presença ardente de Deus. As lâmpadas de Êx 25.37, 2 Cr 4.20, 13.11, e em Zc 4.2 significam aquela parte do candeeiro que dá luz. As lâmpadas do tabernáculo eram acesas todas as tardes, e limpas todas as manhãs (Êx 30.7,8). As casas do oriente foram, desde a mais remota antigüidade, alumiadas por meio de candeeiros que eram postos sobre grandes veladores, que assentavam no chão. As casas do Egito, em tempos modernos, nunca se acham sem luz – toda a noite estão acesas as lâmpadas em todos os quartos ocupados. A gente mais pobre preferiria restringir a alimentação a ficar sem luz. isto torna mais enérgicas as expressões em 18.5,6 e 21.17. Uma lâmpada brilhante é símbolo de prosperidade (Jó 29.2,3). As lâmpadas de Jz 7.16,20 eram tochas acesas. Para conservar a chama não se usa somente o azeite no oriente, mas também se emprega o pez, a nafta e a cera. Algumas vezes torcidas de algodão, embebidas nestas substâncias combustíveis, substituem as lâmpadas. E em certos casos é costume levar um vaso de azeite, numa das mãos, e a lâmpada com trapos oleosos de algodão na outra. Também se usam candeeiros volantes. o transeunte de noite precisa de uma lâmpada, porque mesmo nas cidades as ruas são muito escabrosas (Sl 119.105). (*veja Casamento, Cerimônias de.)