Aqueles homens, que apareceram na cena da crucificação, não eram simples ladrões, mas salteadores ou bandidos, fazendo parte dos terríveis bandos que infestavam a Palestina nesse tempo. A parábola do Bom Samaritano nos mostra como era comum serem por eles atacados e roubados os viajantes, mesmo na grande estrada que ia de Jerusalém a Jericó (Lc 10.30). Era necessário empregar a força armada para os acometer (Lc 22.52). Muitas vezes, como no caso de Barrabás, a vida desses turbulentos salteadores estava em conexão com um zelo fanático pela liberdade, sendo transformado o saque numa popular insurreição (Mc 15.7). Para crimes desta espécie era a crucificação a pena aplicada.