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expiação (dia da)

Era este o grande dia de humilhação nacional, entre os filhos de israel. A maneira de observar-se essa manifestação de dor e arrependimento acha-se descrita no cap. 16 de Levítico. As vitimas que se ofereciam estão enumeradas em Nm 29.7 a 11, e a conduta do povo está enfaticamente prescrita em Lv 23.26 a 32 e Nm 29.7 a 11. Esse dia, um sábado de descanso para os israelitas, era o décimo do sétimo mês, cinco dias antes da Festa dos Tabernáculos. (*veja Festas. ) Era somente no Dia da Expiação que o sumo sacerdote podia entrar no lugar Santo dos Santos. Uma significativa parte da cerimônia constava da apresentação de dois bodes à porta do tabernáculo. Eram lançadas sortes: um dos bodes era morto, e com seu sangue se espargia o propiciatório – o outro, o bode emissário, era levado ao deserto. o bode que devia morrer era ‘para oferecer ao Senhor’, e o mandado ao deserto era ‘para Azazel’ (em algumas versões). Muita discussão tem havido a respeito da interpretação que se deve dar a Azazel – mas é claro que, neste ato simbólico, eram levados para o deserto os pecados do povo. A particular virtude expiadora estava simbolizada no bode emissário. Além disso, os vestidos brancos do sumo sacerdote e a sua entrada no Santo dos Santos tinham uma significação profundamente evangélica que o autor da epístola aos Hebreus deu a conhecer (Hb 9.7 a 2S). o sumo sacerdote, já purificado e vestido de alvas roupas, era, na sua pessoa e na sua aparência exterior, o melhor tipo que um homem santo podia apresentar Daquele puro e santo Ente, que devia limpar o Seu povo e purificá-lo dos seus pecados. os pecados eram simbolicamente colocados sobre as costas dos bodes, como na verdade em dias futuros haviam de ser realmente postos sobre Cristo.