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efésios (epistola aos)

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A DATA em que foi escrita a epístola do Apóstolo Paulo pode ser deduzida da narrativa. Foi escrita pelo mesmo tempo em que o foram as dirigidas aos Colossenses e a Filemom, quando Paulo era prisioneiro em Roma. Ele está antevendo a rápida decisão do seu caso, e o seu termo, ou na morte, ou, como julga mais provável, no seu livramento (Fp 1.25,27 – 2.23,24). Parece, também, que os filipenses tiveram tempo de ouvir falar da sua prisão e haviam, por isso, contribuído com certa quantia para auxiliar o Apóstolo – mais tarde foram informados da doença do seu mensageiro Epafrodito em Roma, recebendo posteriormente S. Paulo notícias dos seus cuidados a respeito deles (Fp 2.25 a 30 – 4.10 a 18). Sem dúvida a carta foi escrita de Roma pelo ano 62 ou 63d.C. (60 ou 61 na cronologia revista). E é provável que, na sua origem, fosse a epístola aos Efésios uma carta circular (epístola de Laodicéia, Cl 4.16), que devia ser dirigida a todas as igrejas da Ásia Menor. A ocasião da epistola faz lembrar o ministério de S. Paulo em Éfeso. A sua primeira visita a Éfeso foi por pouco tempo, incluindo apenas um sábado, quando lá estava de volta, na sua segunda viagem missionária. Mas a obra por ele principiada entre os judeus foi sustentada por Aqúila e Priscila, e também por Apolo (At 18.19 a 21,24, 26) – e de tal modo trabalharam estes cooperadores de Paulo, que este achou, já na sua segunda visita, algumas preparações para os seus posteriores trabalhos. E continuou trabalhando por mais de dois anos, não obstante fortes perseguições (At 20.19 – 1 Co 15.32), e pôde colher notáveis frutos do seu trabalho entre judeus e gentios, não somente na cidade, mas por toda a província (At 19.10). E desta maneira foram fundadas as ‘sete igrejas da Ásia’. Na sua evangelização zelosa e persistente (At 20.18 a 20), Paulo organizou na própria cidade de Éfeso uma grande e florescente igreja, à qual, no ano seguinte, na sua última viagem a Jerusalém, por meio dos seus anciãos ou presbíteros ele dirigiu solenes palavras de despedida (At 20.17 a 35). Depois confiou esta igreja ao cuidado de Timóteo (1 Tm 1.3). As palavras da epístola têm um caráter distintivo. Não é bem uma epístola de feição pessoal, no mesmo grau em que foram compostas as outras cartas do mesmo autor. E, por outro lado, é notável pelos seus considerados e cuidadosos delineamentos sobre o proclamado Evangelho de Paulo. A sua linguagem é a de um coração apaixonado pela verdade, manifestando um ardente espírito, católico nos seus propósitos e generoso em todos os seus aspectos. Há muitos pontos de relação entre a linguagem da epístola aos Efésios e a da enviada aos Colossenses – e, também, é digno de nota o uso de algumas palavras e frases, que se lêem nestas mesmas cartas. Cinco vezes ocorre na epístola aos Efésios a hase ‘lugares celestiais’ ou ‘regiões celestiais’ – e não menos de doze vezes se encontra a palavra ‘graça’. A palavra ‘riqueza’ é, igualmente, por vezes empregada: ‘riqueza da sua graça’ (1.7 – 2.7) – ‘riqueza da glória’ (1.18 – 3.16) – ‘riquezas de Cristo’ (3.8). ‘Mistério’, no sentido de segredo outrora oculto, mas agora revelado, é termo de uso freqüente nas epístolas de Paulo, mas especialmente característico desta epístola, em que é empregado cinco vezes (1.9 – 3.3, 4,9 – 6.19), e sempre enfaticamente. A comparação que faz entre a igreja e um edifício suntuoso, e também a alegoria tirada da armadura de um soldado romano, são belamente expressivas nesta epístola (2.20 a 22 – e 6.13 a 17). A omissão de saudações pessoais foi já observada.Toda a matéria versada na epístola está dividida em duas partes principais: os capítulos 1 a 3 são principalmente doutrinais – e os 4 a 6 são quase inteiramente práticos.

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