Cessação do trabalho, descansoA primitiva instituição do descanso é registrada em Gn 2.2,3; mas a palavra aparece pela primeira vez em Êx 16.23. A sua observância é requerida pela lei de Deus (Êx 16.25 a 30), estando a lei do descanso contida no quarto mandamento (Êx 20.8 a 11). Associada primeiramente com a obra da criação (Gn 2.3; Êx 20.11) foi também posta em relação com o fato de se libertarem os israelitas do jugo dos egípcios (Dt 5.15). A lei insistia na guarda do dia de descanso, ‘quer na aradura quer na sega’ (Êx 34.21). o trabalho proibido compreendia até o ato de acender o fogo (Êx 35.3), sendo castigado com a morte quem fosse encontrado a apanhar lenha (Nm 15.32 a 36). Em dia de sábado havia um particular holocausto (Nm 28.9,10). A devida observância do dia era acompanhada, como diziam os profetas, das bênçãos de Deus; e a sua violação trazia ira (is 56.2; 58.13; Jr 17.20,22; Ez 20.13). Estas passagens nos mostram que ia aumentando a lassidão na guarda do sábado, sendo também certo que muitos guardavam o dia como sendo costume e não por espírito religioso (is 1.13). Entre os ‘nobres de Judá’ e outras pessoas, notou Neemias que o sábado era constantemente profanado, e procurou restaurar a sua observância (Ne 13.15 a 22). Restabelecida a lei do descanso, foi-se tornando cada vez mais rigoroso o seu cumprimento, até que no tempo de Jesus Cristo eram já numerosos ‘os mandamentos dos homens’, estabelecendo-se a confusão com respeito à guarda do sábado. Abundavam distinções fantásticas e engenhosas evasivas. As interpretações que os doutores davam à lei tornavam-na insuportável. o Senhor, porém, nos Seus ensinamentos, colocou o dia do descanso no seu verdadeiro lugar. Jesus não veio para destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento (Mt 5.17). Ele próprio tinha por costume assistir ao culto da sinagoga naquele dia (Mc 6.2; Lc 4.16; 6.6; 13.10). Mas sustentava que tinha autoridade sobre o sábado (Mt 12.8); e afirmava que esse dia tinha sido instituído para benefício do homem (Mc 2.27); nesse mesmo dia operou um milagre (Mt 12.13; Mc 3.5; Lc 6.10); e defendeu os Seus discípulos que tinham sido acusados de infringir a lei do sábado (Mt 12.3 a 8). A instituição de guardar, depois de seis dias de trabalho, o sétimo, como dia de descanso, foi estabelecida antes de ser dada a lei.