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figueira, figo

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A figueira é muito comum na Palestina. Divide-se em muitos ramos, bem providos de folhas, e dando por isso a mais completa sombra para resguardar do sol oriental. Lemos na Bíblia que todo homem se assentava debaixo da sua figueira (1 Rs 4.25 – Mq 4.4 – Zc 3.10). Natanael estava debaixo de uma figueira, provavelmente entregue às suas devoções (Jo 1.49 a 51). o fruto, procedente dos grandes ramos, sempre precede as folhas. os primeiros figos amadurecem entre maio e agosto, segundo a sua situação, e caem logo que estão maduros: caem, na frase de Naum (3.12), na boca do que os há de comer, quando a árvore é sacudida. os últimos figos amadurecem em setembro. Acontece também, que, quando o inverno é suave, há uma terceira colheita de figos, que se realiza na próxima estação da primavera. A figueira a que se refere o evangelho de S. Marcos (11.13), foi amaldiçoada por Jesus pelo seu fingimento – porquanto deve observar-se que nesta árvore o fruto vem primeiro, e não as folhas – e por isso, se tinha folhas e nenhum fruto, era árvore estéril para a estação. ‘É preciso ver’, diz o Cônego Tristram, ‘que o milagre de Jesus tinha uma intenção típica, mostrando como seriam tratados por Deus os israelitas, que, tendo a pretensão de serem os primeiros, como a prematura figueira, haviam de ser os últimos, visto como nenhum fruto era produzido nas suas vidas, mas somente se viam as sussurrantes folhas de uma profissão religiosa sem o bom fruto das obras.’ Bolos, feitos de figos secos, eram aconselhados quando havia em qualquer pessoa falta de forças (1 Sm 30.12), e também se aplicavam os figos no tratamento de chagas (2 Rs 20.7).

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