Escreva o que Procura

 

Mateus 7

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CAPÍTULO 7 O JULGAR A OUTROS ÃO julgueis, para que não sejais julgados (esta declaração de Cristo se refere aos Versículos 25 a 34 do Capítulo anterior; a idéia, é que, Deus pode permitir a pobreza para provar Seu Filho, mas os Crentes Irmãos não devem equivocar-se, como os amigos de Jó fizeram, e acreditaram que a prova era um castigo por um pecado secreto; também, a palavra, “julgando, como se usa aqui, abrange todos os aspectos de entendimentos com nosso próximo).

2 Porque, com o mesmo juízo com que julgardes sereis julgados (qualquer motivo do qual culpamos a outros, por último seremos culpados do mesmo motivo), e com a medida que tiverdes medido vos medirão a vós (uma dupla ênfase é dada aqui, a fim de expor a seriedade das Palavras de nosso Senhor ; quando julgamos a outros, julgamos a nós mesmos).

3 E por que reparas tu o argueiro que está no olho do teu irmão (o Crente não deve procurar por-uma falta ou uma maldade nas vidas de seus Irmãos Crentes), e não vês a trave que está no teu próprio olho? (Temos muitas coisas em nossas próprias vidas que precisam ser eliminadas, sem procurar faltas em outras pessoas. “O argueiro” e “a trave” estão em contraste uma à outra! Julgar constantemente a outros demonstra o fato de que somos pior que a pessoa que julgamos.)

4 Ou como dirás a teu irmão: Me deixe tirar o argueiro do teu olho (a seriedade de nos estabelecer a nós mesmos como juiz, jurado, e executor), visto que, a trave está em teu olho? (o fato é que a pessoa que julga a outros, certamente está em uma condição espiritual ainda pior do que aquele que está sendo julgado.)

5 Hipócrita! (Apropriadamente descreve a tal pessoa.) Primeiro tira a trave de teu olho; e então verás com claridade para poder assim, tirar o argueiro do olho de seu irmão (o mesmo feito de que não nos examinamos, e sim a outros, demonstrando na verdade que nossa situação pessoal é pior; quando analisarmos corretamente a nós, então, e só então, podemos nós “ver claramente”; se refere à difamação de caráter e não da correção da doutrina).

6 Não deis o que é santo aos cães, e nem joguem suas pérolas diante dos porcos (podem haver problemas na Igreja, como os Versículos 1 aos 5 expressam, mas de todos os modos, a Igreja nunca deve alargar a mão ao mundo, quer dizer, “os cães,” para conseguir sua ajuda, a fim de solucionar suas disputas internas), para que não as pisem com seus pés, e voltando-se vos despedacem (não virá ajuda alguma do mundo, porém, só destruição; devemos levar nossos problemas ao Senhor , obedecendo Sua Palavra, a respeito de disputas [Mt. 18:15-17]). PARA RECEBER ALGO DE DEUS

7 Pedi, e ser-vos-á dado (se pedirmos pela sabedoria com relação de resolver disputas, ou para qualquer coisa, será dado); procurai, e achareis (pode ser que a resposta não vénha imediatamente; portanto, devemos “procurar” saber a razão pela qual a resposta não chega); clamai, e se lhes abrirá (devemos nos assegurar que esta é Sua porta na qual clamamos; se for, definitivamente nos será aberta).

8 Porque todo aquele que pede, recebe; o que procura, encontra; e ao que clama, se lhe abrirá (dá por entendido que o coração da pessoa é sincero ante o Senhor ).

9 E qual dentre vós é o homem que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? (Um ser humano não fará tal coisa, muito menos Deus!)

10 E, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? (Se, de fato, o que pedimos não é a Vontade de Deus, e resultasse ser uma “pedra,” ou “serpente,” Ele nos guardará de receber tal coisa, e durante o tempo de espera e consagração, mostrar-nos-á o que realmente necessitamos.)

11 Pois, se vós, sendo maus (refere-se aos pais que às vezes dão a seus filhos coisas que não são boas para eles, assim como coisas boas), sabeis dar boas coisas a seus filhos, quanto mais vosso Pai que está nos Céus, dará bens aos que Lhe pedirem? (O Senhor só dá coisas boas.) A REGRA DE OURO

12 Assim pois, todas as coisas que vós quereis que os homens vos façam, assim também façais vós com eles, porque isto é a Lei e os Profetas (esta regra não autoriza a ação benévola caprichosa, mas só o que é razoável e moralmente proveitoso, controlado pela inspiração Divina [Mt. 5:48]; este princípio de ação e modo de vida é, de fato, a soma de tudo o que a Bíblia ensina). O CAMINHO ESTREITO E O CAMINHO ESPAÇOSO

13 Entrai pela porta estreita (esta é a Porta, Que é Jesus [Jo. 10:7]), porque larga é a porta, e espaçoso o caminho, que leva à perdição, e muitos são os que entram por ela (declara o fato de que há muitas religiões variadas do mundo, que são falsas, e levam ao fogo eterno do Inferno);

14 E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, poucos são os que a encontram (todo coração contrito deseja estar entre a minoria; os requisitos são maiores do que a maioria está disposto a aceitar). OS FALSOS PROFETAS E ENGANOS

15 Acautelai-vos dos falsos profetas, que vêm até vós com vestidos de ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores (“cuide-se de falsos profetas” foi dito em um tom dos mais severos! Haverá e atualmente há falsos profetas, e são algumas das armas maiores de Satanás).

16 Por seus frutos os conhecereis (esta é ca prova conforme o dado por Cristo ao referir-se -à identificação de falsos profetas e falsos apóstolos). Acaso colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? (É impossível que a doutrina falsa, gerada pelos falsos profetas, produza bons frutos.)

17 Assim, toda boa árvore produz frutos bons, mas toda árvore má produz frutos maus (a fruta boa é ser como Cristo, enquanto que a fruta má se parece com a gente mesmo).

18 Não pode a boa árvore produzir frutos maus; nem a árvore má produzir frutos bons (a “boa árvore” é a Cruz, enquanto que a “árvore má” pertence a tudo o que não é da Cruz).

19 Toda árvore que não dá bom fruto é cortada e jogada ao fogo (o Julgamento virá em última instância sobre tudo supostamente chamado ” evangelho,” com exceção da Cruz [Rm. 1:18]).

20 Portanto, pelos seus frutos os conhecereis (a prova determinante). CONTRA A MERA PROFISSÃO

21 Nem todo o que Me diz: Senhor , Senhor ! entrará no Reino dos Céus (a repetição da palavra “Senhor ” expressa o assombro, como se disséssemos: “somos nós rejeitados?””); mas o que faz a Vontade de meu Pai que está nos Céus (O que é a Vontade do Pai? Versículo 24 nos diz).

22 Muitos Me dirão naquele Dia: Senhor , Senhor , não Profetizamos nós em Téu Nome? Em Teu Nome, não expulsamos demônios? E, em Teu Nome, não fizemos muitos milagres? (Estas coisas não são 0 critério, a não ser a Fé em Cristo e o que Cristo tem feito por nós na Cruz [Ef: 2:8-9, 13-18]. A Palavra de Deus só é Juiz da Doutrina.)

23 E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci (recalcamos outra vez, o critério de que somente é Cristo e Ele Crucificado [IF Co. 1:23]); apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade (temos acesso a Deus somente por meio de Cristo, e acesso a Cristo somente por meio da Cruz, e acesso à Cruz somente com a negação de nós mesmos [Lc. 9:23]; qualquer outra Mensagem é Julgado por Deus como “iniquidade,” e não pode ser uma parte ‘de Cristo [I Co. 1:17]). SÃO MATEUS: 8:2 OS DOIS CONSTRUTORES: UM SÁBIO E UM NÉSCIO

24 Todo aquele, pois, que escuta as minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (a “Rocha” é Cristo Jesus, e o Fundamento é a Cruz [GI. 1:8-9]);

25 E descendo a chuva, correram: rios, assopraram os ventos, combatendo aquela casa, e não caiu, porque estava fundada sobre a rocha (o Fundamento de nossa crença deve ser Cristo e Ele Crucificado [GL 6:14]).

26 E aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou sua casa sobre a areia (fora do Fundamento, esta casa parecia igual à casa que foi construída sobre à rocha);

27 E descendo a chuva, vieram os rios, assopraram os ventos, combatendo aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda (enquanto que o sol brilha, ambas as casas parecem boas; mas, quando à adversidade vem e seguramente virá; a Fé, que está firmada em Cristo e Ele Crucificado permanecerá [I Co. 1:18]).

28 E aconteceu que, quando Jesus acabou este discurso (terminou o Sermão do Monte), a multidão se admirou da Sua Doutrina (esta Mensagem proclamou o intento Verdadeiro da Lei de Moisés e, sobretudo, pôs o Fundamento para o Novo Pacto),

29 Porque os ensinava como tendo autoridade (refere-se a Autoridade Divina, a qual Ele tinha pelo Poder do Espírito Santo; este Sermão e o de Lucas, cap. G são provavelmente um e o mesmo; o Espírito Santo aqui põe a ênfase no coração, enquanto que em Lucas, a ênfase fica nas ações produzidas pelo coração; portanto, a distinção entre a “posição” e a “condição” é evidente), e não como os Escribas (aqueles que se afirmaram ser peritos na Lei de Moisés).

Nota: A explicação do versículo está entre parênteses (), inicia a explicação (explicação), continua o próximo verso.

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