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eternidade, eterno

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A palavra ‘eternidade’ ocorre em is 57.1õ ‘assim diz o… que habita a eternidade’, frase que muitos hebraístas traduzem desta maneira: ‘o que habita para sempre’. Em is 9.6 o termo é duvidoso. A palavra eterno significa literalmente ‘longo tempo’, e esta idéia de um tempo, ou tempo indefinido, constitui a base da significação de perpetuidade nas expressões hebraica e grega. No A.T. as palavras traduzidas por eterno, perpétuo, para sempre, e para todo o sempre, são aplicadas, em primeiro lugar, a Deus – depois, ao seu modo de proceder com os homens, à Sua misericórdia, ao Seu Pacto, ao Seu reino, ao Rei e Sacerdote messiânico, etc. A frase, ‘os outeiros eternos’ (Gn 49.26 – Dt 33.15 – Hc 3.6) é excepcional e poética (Cp. com is 54.10). No N.T. emprega-se a palavra que no grego significa ‘idade’, em várias frases, para exprimir longa idade, tempo sem fim. Com referência ao passado significa ‘desde todos os tempos’ – e ao futuro, ‘até aos tempos de tempos’, ou ‘em todas as gerações, para todo o sempre’ (Ef 3.21). Capital importância, contudo, se dá ao correspondente adjetivo, com a significação literal de ‘longa idade’, ‘tempo perpétuo’. o simples sentido se vê em Fm 15, ‘para que o possuísses (a onésimo) para sempre’. o mais freqüente uso do termo acha-se na frase ‘vida eterna’. Esta expressão ocorre oito vezes nos evangelhos sinópticos (Mt 19.16 a 29 e lugares paralelos – Mt 25.46 – Lc 10.25) – onze vezes em S. Paulo, uma vez na epistola de S. Judas (*veja 21) – vinte e três vezes no Evangelho e primeira epistola de S. João. Na verdade, a frase é especialmente característica de S. João, e é certo que com ela o apóstolo evangelista quis significar uma coisa muito diferente, tendo em vista uma idéia mais profunda do que mera existência futura sem fim. Ele refere-se não à duração, mas à qualidade de vida, a uma vida realmente possuída por aquele que crê em Jesus Cristo (Jo 3.36 – 5.24 – 6.47, 54, 68 – 17.3 – 1 Jo 5.11, 13). E em conformidade com esta inteligência, Jesus identifica a vida eterna com a vida (Lc 10.25, 28) – e S. Paulo emprega estas expressões – ‘Toma posse da vida eterna’, e ‘a fim de se apoderarem da verdadeira vida’ (1 Tm 6.12, 19). Esta interpretação de se considerar a qualidade da vida, e não a duração, foi originada no contraste que repetidas vezes se apresenta entre ‘esta idade’ (este mundo) e ‘a idade vindoura’ (mundo porvir) (Mt 12. 32 – 13.22 – etc.). o século futuro, ou a idade futura (ou o mundo vindouro) é o reino messiânico, o mundo invisível, no qual tudo o que é terreno e transitório desaparece, permanecendo só e eternamente as realidades espirituais. E é às realidades pertencentes a este mundo invisível, e supersensível, que regularmente se aplica o termo que estamos considerando. Assim, Jesus Cristo emprega o termo eterno (não no sentido de duração perpétua), referindo-se ao fogo, à vida, ao castigo, às moradas (Mt 25.41, 46 – Mc 3.29 – Lc 16.9) – S. Paulo também se exprime deste modo: ‘Eterno peso de glória’ – uma casa eterna nos céus – ‘eterna destruição, banidos da face do Senhor’, etc. (*veja 2 Co 4.17, 18 – 5.1 – 2 Ts 1.9 – 2.16 – 1 Tm 6.16 – 2 Tm 2.10 – cp. 1 Pe 5.10 – 2 Pe 1.11 – Jd l – Ap 14.6).

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