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estrada real

No tempo de Cristo atravessavam o país seis grandes artérias de comércio e comunicação. Cesaréia e Jerusalém eram os pontos principais a que elas conduziam, sendo a primeira cidade a capital militar, e a segunda a capital religiosa. Em primeiro lugar estava a estrada do sul, que de Jerusalém ia por Belém a Hebrom, seguindo depois na direção do ocidente para Gaza, e na direção do oriente para a Arábia, de onde também partia outra estrada para o norte até Damasco. Foi por esta estrada que S. Paulo viajou, quando depois da sua conversão procurou as solidões da Arábia (Gl 1.17, 18). Em segundo lugar, havia a velha estrada, pela costa do mar, desde o Egito até Tiro – e, daqui ia outra direita a Damasco, passando por Cesaréia de Filipe, a qual não era muito freqüentada. A estrada à beira-mar era a mais importante via militar da terra. Foi, provavelmente, por esta estrada que os soldados romanos levaram S. Paulo (At 23.31). A terceira estrada corria desde Jerusalém acima de Bete-Horom e Lida até Jope. A quarta estrada vinha da Galiléia a Jerusalém, atravessando a Samaria, ramificando-se em Siquém para o oriente, tomando depois esse ramo a direção de Damasco. Por via de regra os viajantes judeus evitavam passar pela Samaria, preferindo os perigos da quinta grande estrada (Mt 20.17, 29 – Lc 10.30 – 19.1, 28). A quinta estrada partia de Jerusalém, e ia por Betânia a Jericó, onde atravessava o rio Jordão num vau, tomando a direção de Gileade. A sexta grande estrada não era inteiramente judaica, mas ligava Damasco com Ptolemaida. Partindo de Damasco, atravessava o rio Jordão para ir a Cafarnaum, Tiberíades, Naim, e daqui a Nazaré – deste lugar seguia até ao porto de Ptolemaida. Estava assim Nazaré na grande estrada do mundo, e o que ali se passava, depressa era conhecido em toda parte. Além destas estradas que acabamos de mencionar, outras muitas de menor importância atravessavam o país em todas as direções. A estrada real (Nm 20.17, 19) era conservada para fins nacionais à custa do público. os caminhos para as cidades de refúgio deviam estar sempre em boa ordem (Dt 19.3). Sabemos pelos historiadores judeus, que estas estradas secundárias deviam ter 14 metros de largura, com as necessárias pontes e letreiros. (*veja Jornada.)